Carta para um Antigo Eu
- Flávio Stresser Araújo
- 5 de jan.
- 2 min de leitura
Uma carta com algo que o Flávio de 2025 queria compartilhar com o Flávio de 8 anos e 1 dia atrás.
Caro Flávio do Passado,
É, eu sei como você está se sentindo hoje.
Você tava de boa, de férias, bem tranquilo, aproveitando para dormir até tarde. Só queria aproveitar para fazer vários nadas, sem preocupações e nem stress algum porque afinal está de férias. Só que daí acordou cedo com o telefone tocando, o pai com aquela voz preocupada dizendo que precisava falar com você agora de manhã. Nem para te perguntar se tava tudo bem antes. Nem para te dar feliz ano novo, sendo que já é dia 4 de janeiro e ele não te atendeu quando você tentou ligar para ele antes da virada e ele nem tentou te ligar depois. Seu plano para hoje era só ficar de boa em casa, aproveitar para fazer vários nadas, sem preocupações e nem stress algum porque afinal está de férias, mas ele insistiu que precisava falar com você pessoalmente. Era 9 da manhã e ele queria te ver antes do almoço, então lá vai você tendo que se arrumar para sair de casa.
Você foi lá encontrar ele no trabalho; a conversa que tiveram não foi das melhores (nem de longe, eu sei) . E eu entendo a sua reação ao que ele falou; essa revolta toda que você sentiu naquela hora e como você foi seco com ele, você não está errado em se sentir assim, eu também senti. Toda essa raiva que você tá sentindo nesse momento já era compreensível antes, mas é ainda mais agora depois dessa conversa. Então eu não te julgo por ter ficado puto, por ter sido ríspido, por ter dado um abraço cheio de má vontade, por ter falado todas aquelas coisas que você falou; eu entendo o seu lado, acredite.
Mas posso pedir uma coisa pra você? De coração?
Sabe aquela mensagem que ele te mandou agora há pouco no celular?
Aquela mensagem que diz "eu te amo"?
Pega o seu celular e responde ela agora, vai.
Não deixa ela pra amanhã, não.
Só responde, tá?
Vai por mim.
Você vai me agradecer.
Com carinho,
Flávio do Futuro
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